Comemoração 200 anos

A Grécia comemorou 200 anos do início da Revolução Independência dia 25 de março e a cidade de São Paulo anoiteceu azul e branca.

Por Maria Helena Antoniadis

Em comemoração aos 200 anos da Revolução de Independência da Grécia do Império Otomano, o governo do Estado de São Paulo presenteou a comunidade grega iluminando o prédio Assembleia Legislativa de São Paulo e a fachada da Pinacoteca com as cores da bandeira grega (azul e branco). Já a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), iluminou a mais paulista das avenidas, a Paulista, com projeções da bandeira e conteúdo cultural exibindo imagens do país e alguns símbolos da cultura grega, criadas pela empresa de audiovisual Rizomatique.

Foto: Anderson Nascimento
Foto: Anderson Nascimento

O evento, que aconteceu na noite do último 25 de março e durou até o amanhecer, em homenagem à comunidade grega da cidade de São Paulo, cuja a maior parte da comunidade se concentra nos bairros da Mooca, Moema, Higienópolis, Perdizes, Brás e Bom Retiro, foi uma comemoração muito significativa neste momento de pandemia para toda comunidade. Para se comemorar o bicentenário do início da revolução, uma data emblemática para os gregos do mundo inteiro, a Embaixada da Grécia, em Brasília, juntamente com o Consulado Geral da Grécia em São Paulo e a Coletividade Helênica de São Paulo criaram ações de projeção não só em São Paulo, mas também nos principais monumentos do país, como no Cristo Redentor, Rio de Janeiro. Assim como a ALEPS, em São Paulo, a Catedral de Brasília, assinada pelo arquiteto Oscar Niemeyer foi iluminada com as cores da bandeira grega e a fachada do Museu Nacional, no Distrito Federal, projetou imagens dos principais personagens históricos da Revolução Grega e boa parte da história que culminou na Independência da Grécia.

“Celebrar os 200 anos da Declaração da Independência da Grécia e relembrar as características da nossa nação: o amor pela liberdade, o heroísmo, a perseverança, a inteligência, o respeito e o orgulho pela nossa cultura”, afirmou o Cônsul Geral da Grécia em São Paulo, Ilmo sr. Stylianos Hourmouziadis, quando início a estas comemorações.

Infelizmente desde o ano passado não há celebrações por conta do isolamento social e à pandemia, e no lugar das grandes festas, as comemorações aconteceram através destas projeções compartilhadas em locais públicos e com o objetivo de também divulgar a importância da história contemporânea grega. “O que conhecemos até hoje é produto dos fundamentos filosóficos de nossos pensadores em todas as áreas do conhecimento humano. Este é um dos motivos em preservar a memória deste povo que ofereceu muito à humanidade”, completa Stayros Kyriopoulos, presidente da Coletividade Helênica de São Paulo.

O início da Independência – “Zito H Ellas”

Em 25 de março de 1821, a Grécia iniciou seu movimento revolucionário de Independência do Império Otomano, que dominou o país por quatro séculos desde a Queda de Constantinopla, em 1453. Por todos estes séculos houveram várias tentativas de insurreição contra o império, sem sucesso. Com o crescimento do nacionalismo revolucionário por toda a Europa, nos séculos XVIII e XIX, inclusive na Grécia, o poder do Império Otomano começava a entrar em decadência.

A simpatia pela história clássica grega criou movimentos como o Filelenismo, que tinha entre os membros, o poeta Lord Byron, os quais lutaram ao lado dos gregos com o financiamento dos gregos da diáspora, de aristocratas europeus e dos Estados Unidos. Os conflitos entre os gregos e os otomanos continuaram até 1825. Durante os conflitos Lord Byron passou boa parte na Grécia e morreu em 1824, sua morte teve repercussão em toda Europa o que ocasionou em maior apoio à causa grega.

Aconteceram vários conflitos internos tendo seu desfecho em 1831, e com o apoio das grandes potencias houve o Tratado de Constantinopla, em 1832, quando a Grécia se tornou um estado soberano regido pelo rei Oto I, da casa dos Wittelsbach da Bavária.

Durante toda a dominação, os gregos foram submissos, entretanto, mantiveram sua cultura e tradição, principalmente por meio da Igreja Ortodoxa Grega, que mantinha escondidos dos otomanos os ensinamentos religiosos e da língua grega. Esses ensinamentos formaram a base da Grécia contemporânea e o legado da Grécia Clássica, um orgulho para todos os gregos, tendo a data de 25 de março, o marco do fim da dominação otomana e comemorada com forte patriotismo, de geração em geração, no Brasil e em todo mundo.

Realização: Coletividade Helênica de São Paulo

Apoio: Consulado Geral da Grécia em São Paulo e Embaixada da Grécia

A3 Comunicação – www.a3comunicacao.com.br

                  

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